quarta-feira, 20 de março de 2019

Mestre Zé Negão

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Nascido em Goiana, município da mata norte pernambucana, Mestre Zé Negão carrega em sua música e em sua fala a história de seus ancestrais; Por ter nascido pobre na zona canavieira, lhe coube o trabalho de cortador de cana durante a juventude, herança do período escravocrata onde os negros assim sustentavam os engenhos da região; apesar da dura lida, o trabalho também foi acompanhado pela escuta das histórias da cidade e de seus antepassados com pessoas mais velhas e pelas
festas populares que ali aconteciam: sambadas de coco e de cavalo marinho e ensaios de escolas de samba, os quais ele acompanhava; além destas, o Mestre também cresceu ouvindo o som cadenciado dos ilús e atabaques das festas de candomblé e Jurema. Crescendo cercado pelo trabalho árduo, pela memória dos mais velhos e pela força do som dos tambores, Mestre Zé Negão foi tomando gosto pelas manifestações da cultura popular e entendendo que nelas havia não somente uma brincadeira, mas as estratégias de confluência e de preservação da ancestralidade de seu povo.

Afastado de seu local de nascimento na busca por um emprego que lhe rendesse melhores condições de sobrevivência, Mestre Zé Negão transitou nos municípios de Olinda e Recife, exercendo diversas profissões. Ao chegar em Camaragibe, no início dos anos 1980, deu início ao Projeto Negão, através do qual formou grupos de percussão e dança, ministrou oficinas e palestras e realizou uma série de eventos culturais na comunidade. Ativista político e líder comunitário, no ano de 2006 Mestre Zé Negão passa a integrar o Laia (Laboratório de Intervenção Artística) coletivo onde formou seu grupo musical e a Sambada da Laia, onde atua até hoje com ações de difusão e preservação das culturas populares.

Em seu trabalho musical, Mestre Zé Negão nos apresenta o coco de senzala, tradição herdada de sua terra natal e de seus ancestrais, que faz referência às antigas práticas de seu povo, versando sobre a lida com a terra, sobre as dores do trabalho escravo e as alegrias das libertações. O coco é acompanhado por atabaques, congas, alfaias, pandeiros, berimbau, caxixis e ganzá, além de instrumentos de fabricação própria. Em sua caminhada de ensinamentos, foi reconhecido como Griô de Tradição Oral pelo Ministério da Cultura no ano de 2008.

Referência na cidade de Camaragibe, sua presença exala força, negritude, luta e musicalidade. Músico, percussionista, luthier, educador, artesão, contador de histórias, Mestre Zé Negão - figura ímpar e admirável – traz com sua música, ancestralidade, diáspora e consciência política. Hoje dá nome ao “Canto das Memórias Mestre Zé Negão”, centro museológico e cultural comunitário onde desenvolve atividades.

Ao longo de sua carreira, Mestre Zé Negão realizou inúmeras apresentações em Sambadas de Coco do estado de Pernambuco, circulando pelas cidades de Camaragibe, Recife, Olinda, Nazaré da Mata e Tracunhaém, também em outros eventos, tais como 6ª Primavera dos Museus (Recife, 2012), realizada pelo Memorial do Tribunal Regional do Trabalho 6ª Região; Conferência Pré-Rio+20 (Recife, 2011); Bienal Internacional do Livro (Recife, 2012), realizada no Centro de Convenções; Alto José do Pinho (Recife, 2012), na programação de São João da Prefeitura do
Recife e Expoideia - Feira do Futuro (Recife, 2012), Ocupe Campo Cidade (2015), São João de Camaragibe (2016). Em 2009 e 2013 o mestre realizou turnês em alguns países da Europa, dentre eles Alemanha, França e Itália, onde também ministrou oficinas de percussão para crianças.

Também no ano de 2013, realizou suas primeiras apresentações no sudeste do país, indo a São Paulo com o show “Cantando Memórias”, onde ao lado de Mestre Zé Maria, fez shows na cidades de Peruíbe e Santo Amaro.

No ano de 2017 apresentou-se na Torre Malakoff (Amalá de Xangô) e foi o artista homenageado no Ciclo Junino da cidade de Camaragibe/PE, além de ter retornado a São Paulo para pequenas apresentações e oficinas na Missa dos Quilombos, Aparelha Luzia, Sarau Verso em Versos, Museu de Arte Sacra e shows nos Sesc Registro e Sesc 24 de Maio, onde apresentou-se com ingressos esgotados. No ano de 2018, recebeu do governo do estado de Pernambuco os prêmios “Ariano Suassuna” de Cultura Popular e “Ayrton de Almeida Carvallho”, de Preservação do Patrimônio Cultural e do governo federal o Prêmio Culturas Populares – edição Selma do Coco e no mês de novembro foi homenageado pela Terça Negra. Atualmente o Mestre se prepara para a gravação do seu primeiro CD, que irá conter apenas faixas autorais permeadas por sua imensa riqueza, singularidade e criatividade sonora.

Ficha Técnica
Mestre Zé Negão - Voz Principal e percussão
Marcone da Laia – Voz, Alfaia e Percussão
Mírian América – Voz, Ganzá e Percussão
Patrícia Araújo – Voz e Percussão
Plano de Luz
 https://goo.gl/6VM7qM
Rider Técnico 
https://goo.gl/HHhtA1
Mapa de Palco
https://goo.gl/B5kBYD

Clipagem Cachê

https://goo.gl/e346aX
https://goo.gl/VjeeYz
https://goo.gl/shsNKf
https://goo.gl/oaWA4A
https://goo.gl/itraEB

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