quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Bia Doxum


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Bia Doxum, nome artístico de Beatriz de Oliveira Ferreira (29 de outubro de 1997), é uma cantora, compositora, MC, militante e ativista cultural da zona leste de São Paulo, conhecida por muitos nas periferias da capital como Bê O, seu antigo pseudônimo.

Bia Doxum iniciou sua carreira aos 14 anos, muito influenciada pelos movimentos dos Saraus que vinham ganhando cada vez mais força nas quebradas de São Paulo.

Como quem já sabe para que veio ao mundo, ainda aos 15 anos, gravou seu primeiro EP, Boletim de Omissão, em parceria com Jacko Beats, no estúdio Eixo Central Records, em Curitiba. Em 2014 se formou em Canto Popular na ETEC de Artes de São Paulo, onde adquiriu conhecimento técnico vocal e pôde explorar ainda mais sobre o universo da música. Em 2015, em parceria com o coletivo Periferia Invisível, lança seu primeiro álbum Máquina que Gira e se coloca com uma das principais vozes femininas no movimento, mesmo que ainda com 16 anos.

Sentindo cada vez mais forte uma conexão com sua ancestralidade e também uma necessidade de transmutação em sua arte, ainda em 2015, Bê O se torna Bia Doxum.

Essa mudança não ocorre apenas em seu pseudônimo, mas em suas experiências enquanto mulher que agora, explorando e vivendo a descoberta de sua espiritualidade, vive um canto completamente novo que colore seu trabalho com o reencontrar de suas raízes. Além da descoberta da diversidade artística que a cantora agora carrega consigo, entendendo que podem existir diferentes pseudônimos para diferentes fases de sua carreira.

Para coroar a nova fase, Bia Doxum se apresenta pela primeira vez com seu novo nome na comunidade da Pavuna, no Rio de Janeiro, no evento #pavunavenceu , que fez parte da programação do Projeto Emergências que reuniu jovens do mundo todo para dialogar sobre cultura em dezembro de 2015.

Em 2016 Bia Doxum participa da publicação Mulheres de Palavra, um documento de extrema importância no movimento hip hop idealizado pela Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, que fala com detalhes sobre a ampla cena do rap feminino no Brasil.

Em 2017 Bia Doxum se junta à um time de peso e participa da sua primeira Chypher “Rima Dela #1” ao lado de Issa Paz, Sara Donato, Anarka, Brisa Flow, Clara Lima, Alinega e Alt Niss. A chypher já conta com quase 1 milhão de views no YouTube. Também em 2017 Bia lança a música “Raízes” num formato acústico, acompanhada do cantor, compositor e intérprete Dcazz, pelo canal “Jardins da canções”.

2018 começa e Bia Doxum é convidada pela cantora e compositora Sistah Chilli para participar da primeira safra do time “Psicopretas”, chypher que viria a se concretizar como uma das mais importantes na cena. Enaltecendo as mulheres negras e questões importantes da causa, Bia Doxum rima ao lado de Sistah Chilli, Danna Lisboa, Anarka, Dory de Oliveira e Cris SNJ, num áudio visual cheio de referências produzido pela Narceja. A parte II de psicopretas teve sua estreia no music vídeo festival de 2018,  MIS (Museo da Imagem & Som) com show de Psicopretas VOL. I e II.
Mas tarde, ainda em 2018, a Chypher se torna a primeira a ser prensada em vinil, pela
Fatiado Disco.

Em julho de 2018 Bia Doxum lança seu primeiro clipe “Filha de Pemba” produzido pela Narceja produções com o apoio do OsDadiiva coletivo. Também em 2018, Bia Doxum participa do concurso novos talentos do “Festival Sons da Rua” pela TNT e fica entre os três finalistas, resultando na gravação da música e clipe do som “Crias da Rua”, uma produção da LAB Fantasma, ao lado de Drik Barbosa, Equilíbrio Sonoro e Família Z/L e ainda uma apresentação no festival, ao lado de grandes nomes Em uma nova fase, Bia Doxum une seu trabalho à uma banda super talentosa, todo  residentes da zona leste de São Paulo. A banda conta com: Giulliano Del Sole (guitarra), Bruno Rocha (baixo), Gelson do Santos (percussão), Paulo Sousa (saxofone), Ivan Alves (teclado), Rogério Antonio (bateria), Kléber Milo (DJ) e Larissa Maria (becking vocal). O resultado desse trabalho pode ser visto no YouTube, no canal do Selo Eskambo, nas lives sessions de “Aruanda” e “Correnteza”, músicas compostas pela cantora e que marcam sua nova fase artística.

Bia Doxum é um nome que cada vez mais se firma no cenário da música. Suas composições remetem a busca da ancestralidade e exploram temas como a magia presente nas religiões afro-brasileiras, além de relatarem a força e luta da mulher negra periférica em busca de auto afirmação no cenário urbano contemporâneo.

Hoje cantora apresenta uma nova roupagem musical que vai do ijexá ao soul e do axé ao hip hop, encontrando assim uma linguagem sonora contemporânea capaz de levar aos mais jovens o conhecimento e força dos ancestrais. Em novembro de 2020, Bia Doxum lança seu novo álbum “ÀTÚNWA”. ÀTÚNWA é o conceito yorubá para aquilo que o Ocidente entende como reencarnação,
significando "aquele ou aquela que volta novamente". 

Depois de um hiato de 4 anos, o retorno de Doxum se dá em um novo disco de 13 faixas, que simbolizam o renascimento da alma através da abordagem de temas como ancestralidade, axé, amor preto e a força da mulher negra no cenário urbano contemporâneo, afim de combater o racismo, o machismo e a intolerância religiosa.

Seu som é afrofuturista, retrata o divino, representa o feminino, inspira o amor, revela a periferia e
suas potências. Promove a transformação explorando temas como magia afro- brasileira e a força da
mulher em busca de auto afirmação no cenário urbano atual.


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